Reflexão de hoje

Na quietude de nossas próprias vidas, muitas vezes nos encontramos retornando a lugares familiares... lugares onde as memórias habitam como sombras nas paredes. Pode ser a casa da infância... ou talvez seja simplesmente a solidão de nossos pensamentos quando o barulho do dia se apaga.
Hoje, encontramos os apóstolos retornando a Jerusalém... a uma sala superior cheia de oração e espera. Imagino que a sala guardava ecos de histórias compartilhadas, de risadas e do silêncio único que se segue à perda. Este retorno... não era apenas físico, mas profundamente espiritual.
No Evangelho, ouvimos Jesus levantando os olhos ao céu, falando ao Pai de um lugar de confiança e intimidade. As palavras carregam o peso da finalização... e, ainda assim, a promessa da glória. "Pai, chegou a hora..."
Com que frequência sentimos o peso de nossas próprias horas chegando? Momentos em que a vida muda... como se fôssemos puxados para algo novo, ainda desconhecido. Podemos pausar... e permitir que confiemos nesse desdobramento?
Nos Atos dos Apóstolos, vemos que eles se dedicavam à oração... juntos. Cada pessoa única, mas em um só coração. Há Maria... silenciosamente presente... sua vida um testemunho de fé duradoura diante do mistério.
E na leitura de Pedro, somos lembrados da bênção encontrada mesmo no sofrimento. "Alegrem-se na medida em que participam dos sofrimentos de Cristo..." Palavras que nos convidam a ver além do desconforto imediato... para a glória entrelaçada em nossas lutas.
Pode ser difícil... não pode? Alegrar-se no que parece doloroso, confiar quando o caminho é incerto. No entanto, nesses momentos, não estamos sozinhos. Como os apóstolos... somos chamados a nos reunir, a nos inclinar para a oração e para a presença daqueles que caminham ao nosso lado.
Jesus pede glória, não apenas para Si mesmo, mas para glorificar o Pai... para trazer vida. É um convite para vermos como nossas vidas, em sua simplicidade... podem ser um reflexo da glória divina.
Considere a possibilidade... de que no mundano, nas tarefas do dia a dia, somos convidados a revelar a presença de Deus, em palavras gentis... em atos de bondade.
Talvez hoje, pudéssemos tirar um momento de silêncio... para permitir que o Espírito descanse conosco como fez com os primeiros crentes. Podemos encontrar um canto silencioso em nossos corações... um espaço onde a fé pode crescer em meio à incerteza?
À medida que avançamos, vamos abraçar esta jornada compartilhada. Como os apóstolos, que possamos nos unir em oração, oferecendo nosso próprio 'sim' simples a Deus em meio aos mistérios da vida.
Confie que cada passo, embora desconhecido, está nas mãos suaves de nosso Criador.
Que possamos estar em paz com onde estamos... encontrando descanso no conhecimento de que somos profundamente amados... exatamente como somos.
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